Transferência: quando a história do sujeito aparece na relação clínica

Fernanda Rodrigues

Por que a relação com o analista também importa?

Na clínica psicanalítica, o vínculo estabelecido entre paciente e analista não é considerado apenas uma relação social comum. A história do sujeito pode participar da maneira como ele percebe, interpreta e se relaciona com o profissional.
Expectativas. Medos. Idealizações. Desconfianças. Necessidade de aprovação. Sentimento de abandono. Tudo isso pode aparecer na relação clínica.


Um paciente pode esperar que o analista esteja sempre disponível. Outro pode acreditar que será julgado. Outro pode buscar constantemente aprovação. Outro pode se irritar quando não recebe a resposta que esperava.


Essas experiências não devem ser automaticamente interpretadas. Precisam ser escutadas dentro do contexto do processo.
A clínica não significa que o analista seja uma pessoa emocionalmente neutra no sentido de não sentir nada.

O encontro clínico pode provocar sentimentos e movimentos no próprio profissional.


Por isso, formação, análise pessoal, estudo e supervisão são importantes para que o profissional possa refletir sobre aquilo que acontece no atendimento.

PSIFLUIR PROFISSIONAL: A relação clínica não é um detalhe do tratamento. Muitas vezes, ela é justamente um dos lugares onde a história do sujeito começa a aparecer.

    Compartilhe Este Artigo
    Nenhum comentário