O lugar do analista na clínica

Entre presença, ética e responsabilidade

Fernanda Rodrigues

Entre presença, ética e responsabilidade

Qual é exatamente o lugar do analista? Essa pergunta acompanha a própria formação clínica.
O analista não é simplesmente um amigo. Não é um conselheiro. Não é alguém que precisa oferecer respostas para todas as dificuldades do paciente.


Sua posição clínica envolve sustentar um enquadre e uma escuta coerentes com a proposta de trabalho.


Um profissional pode, sem perceber, começar a dirigir a vida do paciente: “Você deveria terminar.” “Você precisa perdoar.” “Você deveria mudar de emprego.”


Existem contextos clínicos e abordagens em que orientações podem ter seu lugar específico, mas isso não significa que toda clínica deva se transformar em aconselhamento.


Na psicanálise, a posição do analista exige atenção justamente para não ocupar o lugar de quem sabe tudo sobre a vida do sujeito.

Ética clínica envolve reconhecer limites de atuação, necessidade de encaminhamento, situações que exigem outros profissionais e importância de formação continuada.


PSIFLUIR PROFISSIONAL: Uma clínica madura não é aquela em que o profissional tem todas as respostas. É aquela em que ele sabe sustentar as perguntas certas.

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