Quando aquilo que incomoda também comunica algo
Na clínica, o sintoma costuma ser aquilo que leva o sujeito a procurar ajuda. Ansiedade. Medos. Comportamentos repetitivos. Conflitos. Dificuldades nos relacionamentos.
Mas, para a psicanálise, o sintoma pode ser pensado para além de algo que simplesmente precisa desaparecer. Ele também pode ser compreendido dentro da história subjetiva daquele sujeito.
É compreensível que uma pessoa queira deixar de sofrer. Mas o profissional precisa ter cuidado para não transformar a clínica em uma busca automática pela eliminação de qualquer manifestação desconfortável.
A pergunta clínica pode ser ampliada: “O que esse sintoma representa na vida dessa pessoa?”
Duas pessoas podem apresentar ansiedade e, ainda assim, viver experiências completamente diferentes. Uma pode estar atravessando um período de perdas. Outra pode estar vivendo conflitos familiares. Outra pode estar diante de exigências profissionais. Outra pode apresentar uma história marcada por experiências muito anteriores.
Por isso, o sintoma não deveria apagar o sujeito.
PSIFLUIR PROFISSIONAL: Escutar o sintoma é também perguntar pelo sujeito que sofre.