O cérebro pode aprender novos padrões emocionais?

Fernanda Rodrigues

Mudança emocional também envolve aprendizagem

Muitas pessoas acreditam que “são assim” e que determinadas características fazem parte de sua personalidade de maneira imutável.

Mas o ser humano possui capacidade de aprendizagem e adaptação.

Isso significa que podemos desenvolver novas maneiras de responder às experiências.

O cérebro não funciona de forma isolada

Nossas emoções, pensamentos, comportamentos e experiências estão relacionados.

Quando vivemos determinadas situações repetidamente, desenvolvemos formas habituais de reagir.

Por exemplo, alguém que aprendeu a evitar conflitos pode automaticamente se calar diante de uma situação difícil.

Outra pessoa pode responder com irritação.

Outra pode tentar agradar.

Essas respostas podem se tornar automáticas.

Aprender algo novo exige repetição

Se durante anos uma pessoa reagiu de determinada maneira, não é realista esperar uma mudança completa depois de uma única conversa.

Novas formas de agir precisam ser experimentadas e fortalecidas.

É nesse sentido que processos terapêuticos podem favorecer novas possibilidades de funcionamento.

Isso não significa “pensar positivo”

Mudança emocional não é simplesmente substituir pensamentos negativos por pensamentos positivos.

Também não significa ignorar sentimentos difíceis.

Significa desenvolver maior capacidade de reconhecer emoções, compreender padrões e responder de maneira mais consciente.

O papel da terapia

A terapia pode ajudar a pessoa a perceber quais situações ativam determinados padrões, quais pensamentos aparecem, quais emoções estão presentes, como o corpo reage, quais comportamentos são escolhidos e quais alternativas podem ser construídas.

Mudança é processo

É importante ter expectativas realistas.

Alguns padrões são antigos e profundamente associados à história individual.

Por isso, mudar não significa nunca mais sentir medo, raiva ou ansiedade.

Significa ampliar a capacidade de lidar com essas experiências.

Não somos obrigados a permanecer exatamente como aprendemos a ser.

Novas experiências podem abrir espaço para novas formas de pensar, sentir e agir.

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